domingo, 28 de fevereiro de 2016

a frota do novo homem

vejam irmãs,  quem aporta agora no cais
aspirem para dentro de seus pulmões as embarcações
naufragadas em sítios fora do mapa


irmãs, sei que andamos cansadas de sermos árvores
e galhos para esses filhos mamíferos cinquentenários
nossos joelhos dormentes de tanto levar ao colo amantes


mas alegrem-se oh, minhas quatro amadas irmãs
eis que ele chega, prenhe mas ainda não nascido
traz entre os dedos vínculo, intuição e benevolência 
aquele a quem chamamos homem, o signo de uma raça


é tempo de lançar nossos olhos ao norte
e sorrir para a  grande alegria que nos espera
um tempo em que as mãos nos representarão
e mãos irmãs, não possuem sexo.

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