sexta-feira, 20 de junho de 2014

fronteira

sei que cansa esse riso
esse choro, baby
essa loucura
essa raiva
essa pose de estátua
a mim também me constrange
é que sou feita de uma matéria
que não se estabiliza
namoro de longe
bêbados loucos
do passado e do presente
minha culpa atávica
me deu essa vida medíocre
admirar galinhas no terreiro
e bater ponto todo dia
sou viciada em fronteira, baby
mas te prometo
tenho uma dezena
de assassinatos arquitetados
um corpo pronto
para o sexo selvagem
e um fígado pronto para falir
qualquer dia desses
atravesso contigo a borda
e dinamito pontes atrás de mim

NSL
20/06/14

Um comentário:

  1. que bom descobrir seu blog
    vindo a um clique d Facebook
    muito bom, este poema
    com o tempo, lerei todos
    cumprimentos

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