seja bem-vinda.
tome um café, fique à vontade.
entre meus dedos
minha língua
mas abrir a porta
não solta os dentes.
o que fica, quando se vai
é o gosto do café
a colher, parada dentro da caneca
Nem o nome resiste na boca
só o gosto do café
sei o que fazer.
sem som, sem explosão
cortes secos me habitam
do outro lado, ninguém se move
ou vira estátua
ou poeira
ou nada
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