sexta-feira, 18 de abril de 2014

insônia

cravei sobre as costas da 
noite dez unhas afiadas
nem morta permito 
que amanheça o dia 
antes que a noite 
me devolva a glória

tracei um túnel entre 
uma noite e outra 
não deixei que o tempo 
me roubasse a história

pintei em suas paredes 
negras de sombras 
um mapa amarelo 
berrante de vitória

(então
não sei por que 
esse animal rastejante
punhos de aço
espreme meu coração)

NSL
17/04/14


Nenhum comentário:

Postar um comentário