domingo, 28 de julho de 2013

Quando passei no primeiro concurso para professora eu era uma mistura romântica de Freire, Gadotti,  Vigostki, Zabala e Perrenoud. 
Há quase quinze anos estudo em chão de escola. Combino esse estudo com alguns livros contantes na algibeira para ler em hora de plano: Foucaut, Bourdieu, José Pacheco e um Hakim Bey por que ninguém é de ferro. 
Nem celular eu uso para poder manter o Freire sempre a mão. Me chamam de boa professora. Acho que sou mesmo. Mas o mérito é dessa fronteira oco do mundo onde nasci e trabalho, que me faz pensar todo dia em formas de empoderar e empoderar-me, incluir e incluir-me, libertar e libertar-me. 

domingo, 30 de junho de 2013

Revolução

Sou dessas que acreditam que se pode dançar, fazer um churrasco ou ouvir um piano enquanto se engendra uma revolução. 




N.S.L.
30/06/13

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Botão


 Suas hélices pálidas

 soltas sob o caule

 como braços

antes do abraço 

ao botão. 

N.S.L

Zona de Conforto

Se você acha que não precisa radicalizar é por que ainda está confortável. 
A quanto conforto você poderia renunciar? 
Conseguiria viver um dia como um morador de rua, como um morador de favela, como um morador de periferia ou qualquer outro sem propriedade como tantos que temos no Brasil? 
Se a resposta é não, você não está pronto para a revolução que deveria derrubar o sistema econômico. Na verdade você precisa do sistema econômico  para manter sua zona de conforto. 

Norma de Souza Lopes 
27/06/13
A única possibilidade de não ser engolido pela Sociedade do Espetáculo, essa máquina regida pelo mercado econômico,   é a invisibilidade. Invisível eu reitero minha negativa de não jogar o jogo, de não fazer parte  da encenação dirigida pela  grande MERCADO que a todos vê e a todos coopta. Não conheço nenhum dos meus, que tendo ascendido à visibilidade excessiva, não cedeu a sedução. Não pense que perseguindo reconhecimento, visibilidade você irá escapar. Não irá. 

Norma de Souza Lopes 
27/06/13

Para Ricardo Aleixo e seu comentário acerca de Álvaro Vieira Pinto

Eu sem dormir pensando numa escola que não contivesse seus alunos em favor da ordem, que não apagasse a identidade de seus alunos com seus "uniformes" e você aí já postando a resposta. É de doer que a maioria não possa ver onde essa consciência ingenua exerça primeiro sua força. Se um isolamento mínimo fosse possível, ele seria identificado entre os professores e gestores reacionários dentro das escolas de periferia. 

"Para abrir os trabalhos do dia, recorro a um fragmento da obra de Álvaro Vieira Pinto, filósofo brasileiro que foi um dos formuladores do nacionalismo crítico (leia-se Iseb), nos anos pré-Golpe Militar. Quando já é nenhuma a influência do pensamento de Vieira Pinto, vale a pena ler com atenção, pelo menos, seu lúcido alerta, feito em 1960 (publicado em 1961, no livro "Consciência e realidade nacional) sobre os riscos que corria a democracia naqueles anos fixados que a indústria cultural fixaria no imaginário brasileiro como "dourados": 

'O fascínio da violência ronda a consciência ingênua. Nada mais fácil do que ceder, sempre, com a mais altruísta das intenções, ao generoso impulso de suprimir momentaneamente a liberdade para melhor organizá-la. A sedução da ditadura é um dos malefícios contra o qual mais nós devemos nos precaver, opondo-lhe a clareza do pensar crítico, sob forma de interpretação lógica do curso histórico. Tal sedução apresenta graus variáveis em suas manifestações. Vai desde os casos mais primários, [...], até as insinuações mais elaboradas que se dão conscientemente em forma de doutrinas totalitárias, passando pelas modalidades intermediárias da prédica jornalística ou parlamentar dos estados de exceção, como recurso extremo para a revisão moral da máquina administrativa e expurgo dos elementos maculados. É justamente a larga escala de manifestações desse tipo que o torna difícil de isolar'.

27/06/13




segunda-feira, 24 de junho de 2013

Me Alegro

Ainda que me entristeçam esses homens, sua cabeças de pedra, sua fumaça e sua balas de borracha
Eu me alegro com as crianças nas ruas e suas faixas e seu convite para brincar
Eu me alegro com as ruas sem carros
Eu me alegro caminhando com a música e o chiado das caixas
Eu me alegro como o medo nos olhos dos homens  do dinheiro e do poder
Eu me alegro com a força de meninos e meninas à frente dos bloqueios

Ainda me entristeça com o sangue no asfalto, rastro dos vândalos do estado,  nada me impedira de me alegrar. 

N.S.L
24/06/13

Visão critica dos protestos

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=_NC45bYjNDM

domingo, 23 de junho de 2013

Quem poderia dizer que aquilo que parecia tosco, a festa de faixas,  flaches, fumaça e bombas espoucando  na pista, a  T.A.Z. contaminada de esperança poderia nos unir?

N.S.L
23/03/13

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Que classe C que nada


Para quem anda dizendo que só a classe C vai as ruas, quero dizer algo importante, só existem duas classes. E a que está nas ruas não defende o capital. Quem defende o capital está diante das câmeras se fingindo de bonzinho. Quem está nas ruas recebe, recebeu ou vai receber salário, portanto proletariado. 
Uma musica para você pensar no assunto:

"E com o bucho mais cheio comecei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar" 

N.S.L
20/06/13