domingo, 2 de outubro de 2011

ela dançou

Ela, atéia de carterinha
deu graças a Deus pela gente no salão
e até dançar ela dançou

Amante fiel das belas mulheres
flertou com homens e garotos
e até dançar ela dançou

Pôs o Nietzsche fora da roda
papeou sobre a novela
e até dançar ela dançou

Avessa a toda metafísica
desejou o amor como um milagre
e até dançar ela dançou

Sempre independente e resolvida
desejou casamento complicado
e até dançar ela dançou

E naquele dia de festa e dança
experimentou ser outra 
tal qual um redominho de vento
fruindo no corpo a embriaguez e o gozo 
circulou, rodopiou e ascendeu outridades


Norma de Souza Lopes

Um comentário:

  1. Bom dia, Norma! Descobri seu blog lá no Cacá e vim imediatamente conhecer-te. Amei tudo o que vi até agora por aqui e volu voltar, sempre, para fazer mais passeios deliciosos por estes caminhos das letras. Ah! Tb já te sigo. Brijo grande

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